quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Jovens aprendizes da Eletronorte visitam fábrica da Dow Corning

Com o objetivo de agregar conhecimento prático à formação técnica em Logística, cerca de 30 alunos do Programa de Jovens Aprendizes da Eletronorte visitou esta semana a fábrica de silício metálico da Dow Corning, no município de Breu Branco, sudeste paraense. Durante a visita, conheceram todo o processo produtivo da empresa, que é líder global em silicones e está presente há 27 anos na cidade.

Gleyce Anne Vila Seca, instrutora do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial/ Unidade Remota de Tucuruí), afirmou que a visita à Dow Corning foi bastante produtiva e impactou positivamente os alunos. “Aempresa trabalha a logística e toda a cadeia integrada. Isso deu a equipe uma visão ampla de como é realizado toda a produção da companhia, remetendo na prática as disciplinas ministradas em sala de aula, como gestão de produção, suprimentos, distribuição, transporte, fundamentos logísticos, entre outros”, destacou.

A instrutora ressalta também que a Dow Corning é um belo exemplo de planejamento logístico, já que mantém todos os setores interligados para obter resultados positivos sem desperdício para a organização e o grupo Dow. “A empresa atua na região com boas práticas de sustentabilidade, contribuindo com o desenvolvimento e o crescimento dos municípios da região. Percebemos também que é uma empresa aberta à tecnologia, inovação e a novos aprendizados. Os alunos saíram bem motivados para participar, futuramente, dos processos seletivos da companhia”, comentou.

A jovem aprendiz Tamires Vieira da Silva, 17 anos, disse que visitas como essa ajudam a enxergar a parte prática do curso em logística e a se preparar para os desafios da profissão. “Fiquei impressionada com a Dow Corning, que sem dúvida é uma referência em planejamento, segurança e manutenção de máquinas. Inclusive a visita pesou sobre a decisão da carreira que quero seguir que é engenharia de produção”, afirmou.  



Quem também ficou impressionado com a visita foi o estudante Hailton Carlos Morais, 18, que está há seis meses no Programa de Jovem Aprendiz da Eletronorte. “Gostei muito da política, visão e forma de trabalhar da empresa. O que me chamou atenção foram as ações de sustentabilidade e todos o monitoramentos ambientais feitos pela Dow Corning. A segurança e a preocupação com a qualidade de vida dos funcionários também são pontos bem positivos na companhia. Vou estudar bastante para poder me habilitar a uma vaga na empresa. Seria um sonho”, disse. 

REFLEXÃO DE BOA VONTADE

Paiva Netto

Nos tempos atuais não é difícil encontrar alguém desesperado, desiludido e desanimado, a indagar-se: “Quanta luta! Para quê? Será que vale a pena tudo isso? Também, se o mundo vai acabar – como dizem por aí – para que continuar?”.

Meu amigo, se esse é o seu caso, saiba que em primeiro lugar o planeta Terra não vai acabar tão cedo. Como aprendemos na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o que vai ter fim é o mundo da maldade, este estado de coisas terrível que QUASE está levando você à derrota. Veja bem que escrevi QUASE, e o fiz com todas as letras maiúsculas, porque você vai vencer tudo aquilo que o atormenta. Mas atenção: o fim do corpo não termina coisaalguma. “Não há morte em nenhum ponto do Universo”, dizia Alziro Zarur (1914-1979), saudoso criador da LBV. Quem pensa livrar-se do sofrimento pelo suicídio defrontar-se-á com uma horrenda surpresa: vai encontrar-semais vivo do que nunca, sofrendo as consequências do seu ato de rebeldia contra a Vontade do seu Criador. Também ensinava Zarur que “o suicídio não resolve as angustias de ninguém”.

Dentro da sua Cruzada Salvemos Vidas, a Religião do Terceiro Milênio trabalha intensamente para levar a todos o precioso conhecimento de que a existência é eterna. Assim sendo, declara-se contra o suicídio.

Suicidar-se não é apenas liquidar a própria vida. Diretamente todo gesto que ofenda a Lei Divina é suicídio. O mau religioso é um suicida, assim o mau cientista, o mau político, o mau educador, o mau artista, o mau comunicador, o mau esportista, em suma, o ser humano mau. Todo aquele que perpetrar atos contra seu semelhante é um suicida. Quem prejudica a Natureza, o traidor, o desertor, o que mais são além de suicidas?

Respeitar a Vida, em qualquer um de seus estágios, é a Lei Máxima que devemos cumprir, não somente em respeito ao semelhante, mas, da mesma forma, quanto a nós mesmos, sob pena de criarmos um inferno particular, estado de consciência comparado à segunda morte, ou morte espiritual de que nos fala a Bíblia Sagrada.

  É conhecida esta divina verdade enunciada por Allan Kardec (1804-1869), o Codificador do Espiritismo: “Nascer, morrer, renascer (reencarnar), progredir continuamente: tal é a Lei”. Ninguém morre. Por isso suicidar-se é uma loucura, mesmo que o neguem alguns comunicadores que, de forma inconsequente, até incentivam a prática do suicídio. Pobres irmãos que, usando mal os meios de comunicação, constroem também a sua própria desgraça futura ao levarem tanta gente ao erro. Mastodo dia é dia de renovar nosso destino, pensamento que se encontra estampado ao pé do Altar de Deus, no Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF. Você pode não crer na perenidade da vida, mas deve conceder-se a si mesmo, ou a si mesma, o privilégio da dúvida. E se ela for de fato eterna? Já pensaram nisso?

  José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Hospital Regional em Paragominas adota projeto social e ajuda crianças e jovens carentes da região


 
Profissionais do Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas, no nordeste do estado, adotaram o Projeto Juquinha, que há doze anos atende crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais, para ajudar na arrecadação de recursos financeiros para auxiliar 128 crianças e adolescentes carentes da região, que dependem de assistência para o desenvolvimento da coordenação motora e neurológica. 

Para tanto, uma equipe de colaboradores do HRPL, com apoio da diretoria do hospital, no estande na 50ª Feira Agropecuária de Paragoninas, de 6 a 14 deste mês, com vendas de artesanatos, acessórios de decoração, panos de prato, aventais de cozinha, suplat, quadros, porta rolhas, móveis de decoração em madeira e utilidades do lar produzidos por mães  de filhos auxiliados pelo projeto da Associação José Pereira de Farias, que foi acolhida pelo HRPL no início deste ano.

De acordo com o diretor executivo do HRPL, Júlio César Garcia, as vendas dos produtos são muito importantes para arrecadação de recursos que serão aplicados na melhoria de atendimentos à essas crianças e jovens, e ainda, colaborar para a expansão do atendimento. “Temos cerca de 150 crianças aguardando vaga para atendimento. Quanto mais ajuda, mais possibilidades para essas crianças carentes”, informou.

Júlio César revelou ainda que  apoio do hospital ao projeto desenvolvido pela Associação José Pereira de Farias, atende as diretrizes de boas práticas do hospital. “Precisamos estar atentos e incentivar as mudanças de nossas atitudes e pensar no bem estar do coletivo”. 


O apoio do hospital ao projeto expandiu com a implantação do Cantinho do Juquinha, que funciona nas instalações do HRPL, para arrecadar doações, gêneros alimentícios, materiais de higiene e limpeza, doados por funcionários, famílias, acompanhantes pacientes e visitantes em geral .

O diretor do HRPL sinaliza que a ajuda não se restringe a compra dos produtos que estão sendo comercializados na Agropec. A necessidade de doações e apoio ao Projeto Juqinha é permanente. Interessados devem entrar em contato através do fone: (91) 3729-8072.

O Hospital Regional do Leste oferece 70 leitos (20 de UTI) e dispõe ainda de clínica médica e cirúrgica, nas especialidades de neurologia/ neurocirurgia, traumatologia/ ortopedia, cirurgia geral e suporte de anestesia, além de consultas ambulatoriais em cardiologia, clínica cirúrgica, clínica médica, neurologia/ neurocirurgia, urologia, ginecologia, endocrinologia, mastologia, traumatologia/ ortopedia.

Serviço: O Hospital Regional do Leste fica na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Informações pelos telefones (91) 3739-1046/ 3739-1253/ 3739-1102

MP/PA e MPF/PA recomendam recuperação de trechos da Transamazônica

Instalação das Estações de Transbordo e Carga de Miritituba provocaram expressivo aumento de tráfego na rodovia

A trafegabilidade da rodovia BR-320 (Transamazônica) no trecho urbano de Itaituba e distritos de Miritituba e Campo Verde, no Pará, é objeto de recomendação conjunta do Ministério Público do Estado (MP/PA) e do Ministério Público Federal (MPF/PA) à Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A recomendação inclui também o trecho que liga os municípios de Jacareacanga a Itaituba.
A rodovia apresenta perigos e ocorrências de acidentes causados pela precariedade de condições e aumento do volume do tráfego por conta da instalação dos portos de Miritituba. O documento é assinado pela procuradora da República Janaina Andrade de Sousa e pelos promotores de Justiça Aline Janusa Teles Martins, Pedro Renan Cajado Brasil, Gustavo de Queiroz Zenaide, Bruno Fernandes Silva Freitas, Lilian Regina Furtado Braga e Livia Tripac Mileo Câmara.
Com base em representações de órgãos públicos e organizações da sociedade civil de Itaituba, o MPF/PA instaurou inquérito civil para apurar as denúncias acerca da precariedade das condições de trafegabilidade do trecho urbano da rodovia Transamazônica, com aumento de acidentes, inclusive com registro de óbitos e riscos aos usuários.
Aumento do tráfego - O MP considera que a instalação dos empreendimentos de Estações de Transbordo e Carga de Miritituba “provocaram expressivo aumento de tráfego na rodovia, especialmente de caminhões com cargas pesadas, a exemplo de transporte de grãos, e que esse fluxo adentra na área urbana do distrito de Campo Verde”. Não houve, contudo, qualquer melhoria na cobertura asfáltica e na infraestrutura da rodovia pelos órgãos responsáveis.
Para elaborar o relatório a equipe técnica da Polícia Rodoviária Federal percorreu 410 Km entre Jacareacanga e Itaituba. Foram registrados 983,7 metros de pontes no trecho, quatro pontos sujeitos à inundação e atoleiros, nove pontos de alto risco com formação de crateras e desmoronamentos e 16 curvas acentuadas com riscos de colisão, algumas com precipício.
O MP recomenda que a Superintendência Regional do Dnit adote, de imediato, medidas concretas para superar os perigos de trafegabilidade da rodovia BR-320, principalmente com a colocação de placas de sinalização nos trechos urbanos e entre Itaituba e Jacareacanga; colocação de redutores de velocidade, faixas de pedestres e sinais de advertência.

Obras não executadas - O trecho da rodovia entre Itaituba e Jacareacanga foi objeto de diversos contratos entre o Dnit e a empresa Construtora Centro Minas para serviços de manutenção nos anos de 2008 e 2009. O relatório produzido pela prefeitura de Itaituba demonstra por meio de fotografias que esses trechos “não receberam qualquer cobertura asfáltica”.
Em 2015, o Dnit informou ao MP que a parte urbana da rodovia em Itaituba estava sendo mantida por serviços acordados com o 8º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército Brasileiro, entre os Km 1.132,20 e o Km 1139,30, incluindo recuperação das áreas danificadas. “Ao que consta, esses serviços não foram efetivamente executados”, diz a recomendação.
O MP recomenda que sejam retomadas em caráter de urgência as obras de recuperação, no trecho que adentra a zona urbana de Itaituba, bem como que o Dnit adote medidas para ordenar o intenso fluxo de carretas, em Miritituba e Campo Verde. E ainda que elabore projeto executivo para recuperação, reforço e reabilitação das pontes, com cronograma de obras, pois são os locais com maior incidência de acidentes com vítimas fatais. Por fim, que mantenha a fiscalização permanente nas áreas de maior fluxo viário em trechos urbanos.
A recomendação adverte que o não cumprimento implicará em ações judiciais. As providências devem ser adotadas de imediato. Foram encaminhadas cópias à presidência do Dnit e sua representação no Pará, para que informem interesse em firmar termo de ajuste de conduta, no prazo de 10 dias após o recebimento.

Lila Bemerguy, de Santarém
Ministério Público do Estado do Pará
Assessoria de Imprensa

Dow Corning conquista Prêmio Redes de Desenvolvimento

A fábrica de silício metálico, em Breu Branco, conquistou o primeiro lugar nas categorias Percentum e Case de Desenvolvimento de Fornecedor.

Líder global em silicones, a Dow Corning comemora duas grandes conquistas da quarta edição do Prêmio Redes de Desenvolvimento, realizado pela Redes – Inovação e Sustentabilidade Econômica e pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará – FIEPA. A companhia conquistou o primeiro lugar nas categorias Percentum e Case de Desenvolvimento de Fornecedor.

A modalidade Percentum reconhece a empresa que mais investiu, em valores percentuais, na compra de produtos e serviços diretos de fornecedores do Pará. Já a categoria Case de Desenvolvimento de Fornecedor premia as mantenedoras que contribuíram significativamente com o desenvolvimento de fornecedores locais. Nessa categoria, a empresa celebrou junto com o fornecedor Master Serviços.

No Pará, a Dow Corning opera fábrica de silício metálico no município de Breu Branco.  Raimundo Oliveira, gerente de Compras, afirmou que as premiações da Redes/Fiepa mostram que a empresa está atingindo, cada vez mais, o objetivo de internalizar riquezas no Estado, ao aumentar o poder de compras locais. “Prova disso é que a Dow Corning vem se destacando nos últimos anos, conquistando por duas vezes consecutivas o segundo lugar na categoria Percentum. Este ano, tivemos um grande ponto a favor, quando a Redes/Fiepa passou a considerar a compra de energia dentro do percentual, insumo bastante consumido em nossa produção. Estamos muito felizes por esse reconhecimento”, ressalta o gerente.

O relacionamento direto com os fornecedores locais também contribuiu para a melhoria de qualidade e redução de custos da Dow Corning. “Em Breu Branco, oferecemos todo o suporte técnico à empresa Master Serviços, acreditando que poderia nos fornecer com qualidade os insumos que precisávamos. Antes tínhamos que adquirir esses materiais no sudeste do Brasil. Hoje, o fornecedor está apenas a alguns quilômetros da companhia. Isso reduziu nossos custos de logística, além de eliminar os riscos de transporte, já que pela longa distância algumas peças chegavam danificadas”, comenta Raimundo Oliveira.

Sadraque Costa, administrador da Master Serviços, destacou o apoio da Dow Corning no recebimento do prêmio Case de Desenvolvimento de Fornecedor. “A empresa nos incentivou deste o início, compartilhando conosco todo o conhecimento técnico para desenvolvermos da melhor forma nossos materiais e entregarmos um produto com qualidade para ela. Agradecemos por esse voto de confiança e estamos muito felizes com a premiação da Redes/Fiepa”, afirmou. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Rios Voadores: MPF denuncia AJ Vilela e mais sete por trabalho escravo

Se condenados, poderão responder a penas que podem chegar a 110 anos de prisão. Onze trabalhadores foram flagrados em fiscalização do Ibama em condições análogas à escravidão
Rios Voadores: MPF denuncia AJ Vilela e mais sete por trabalho escravo
Registros da devastação provocada pelo esquema comandado por AJ Vilela (fotos: Ibama)

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Antonio José Junqueira Vilela Filho, o AJ Vilela, e seu cunhado, Ricardo Caldeira Viacava, à Justiça Federal pelos crimes de trabalho escravo e frustração de direito trabalhista. Foram denunciadas também outras seis pessoas que atuavam sob o comando de AJ, chefe da organização criminosa desmantelada pela operação Rios Voadores, no início de julho. Essa é a primeira ação criminal contra os integrantes da quadrilha, que já estão sendo processados em ação civil pública por danos ambientais e são investigados por vários outros crimes.

A denúncia de trabalho escravo (artigo 149 do Código Penal) se baseia na ação de fiscalização que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) promoveu nas proximidades da Terra Indígena Mekragnoti, depois de denúncia dos índios Kayapó de que madeireiros estavam atuando ilegalmente na região. Entre os dias 1 e 5 de abril de 2014 o Ibama encontrou 11 acampamentos de trabalho semelhante a escravo na área, apreendeu 26 motosserras e 3 motocicletas, deteve 40 pessoas, embargou quase 14 mil hectares de terras e aplicou R$ 50 milhões em multas.

“Em cada acampamento moravam entre sete e 10 pessoas, divididas em grupos espalhados estrategicamente, conforme estudo de geoprocessamento do local a ser desmatado. Os acampamentos eram compostos de: cinco a oito operadores de motosserras, uma pessoa encarregada da manutenção dessas máquinas (o chamado meloso) e uma cozinheira”, descreve a denúncia do MPF. No total, 40 trabalhadores estavam na área derrubando a mata, trabalhando de quatro e meia da manhã até o fim do dia, durante dois meses, quando o Ibama chegou para fiscalizar e interrompeu o maior desmatamento já detectado na região amazônica.

Assim que eram contratados pelo gato (o aliciador de trabalhadores) Eremilton Lima da Silva, conhecido como Marabá, os trabalhadores contraíam a dívida pela compra da motosserra com que trabalhavam, que deveria ser paga em horas de trabalho. A dívida é uma das principais características do trabalho escravo contemporâneo, porque impede a saída do trabalhador do local através de coerção financeira. Eles também sofriam vigilância de fiscais a serviço do gato e as áreas de trabalho eram de difícil acesso.

A restrição à liberdade de locomoção, a contração de dívidas e as jornadas exaustivas de trabalho são consideradas pelo Código Penal condições análogas à escravidão. Um dos trabalhadores disse aos fiscais do Ibama que eles “deveriam desflorestar uma área de 100 alqueires pelo valor de R$ 380,00 por alqueire”. O mesmo trabalhador informou que a área em que eles estavam trabalhando seria de uma pessoa conhecida por Vilela. Disse ainda que um avião bimotor de cor branca costumava sobrevoar a área do desmatamento e que neste avião estaria o senhor Vilela acompanhando o trabalho de derrubada.

Para o MPF, AJ Vilela é “líder de uma agressiva organização criminosa que, entre os anos de 2012 e 2015, transformou mais de 30.000 hectares de floresta amazônica em latifúndios voltados à atividade econômica agropecuária”. Ele montou um complexo esquema criminoso estruturado para transformar florestas públicas federais em latifúndios, utilizando mão de obra semelhante à de escravos. O esquema, de acordo com a denúncia, se dividia em financiadores dos acampamentos e do desmatamento, gerentes financeiros e administrativos dos acampamentos e agenciadores de mão de obra (gatos).

Os financiadores eram Antonio José Junqueira Vilela Filho, Ricardo Viacava (cunhado de AJ) e Adilce Eleotério Garcia. Todos fizeram transferências bancárias em favor dos "gatos" agenciadores de mão de obra análoga à de escravo. Os denunciados, inclusive, realizaram transferências de dinheiro após a fiscalização do Ibama, para rearticular os acampamentos para as derrubadas florestais.

Os gerentes financeiros e administrativos da operação eram Arnildo Rogério Gauer e Nilce Maia Nogueira Gauer, marido e mulher, que usavam um escritório em Guarantã do Norte, no Mato Grosso, para coordenar os acampamentos no meio da mata. Eles contratavam os gatos para o agenciamento de mão de obra. O núcleo dos gatos era composto por Leilson Gomes Maciel, Eremilton Lima da Silva, o Marabá e a mulher dele, Laura Rosa Rodrigues de Souza.

Os chefes da quadrilha e financiadores do esquema, faziam depósitos para uma empresa de motosserra, a L.A.H de Moura Comércio de Máquinas e Equipamentos, onde os gatos retiravam os equipamentos e repassavam aos trabalhadores, cobrando deles os valores e mantendo-os em regime de servidão por dívida.

Processo nº 1607-52.2016.4.01.3903 - Justiça Federal em Altamira (PA)

Ministério Público Federal no Pará

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