quinta-feira, 28 de abril de 2011

Caso Viviani Marins: CPC divulga laudo

Os peritos Marcos Antônio Pena Muniz e Mauro Sérgio Moura de Araújo, do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, de Castanhal, atestaram laudos da causa da morte da médica Viviane Marins, assassinada em setembro do ano passado, durante um assalto na Rodovia BR-010 (Belém-Brasília).

A conclusão da perícia criminalística apontou que o assassino da médica só poderia estar posicionado ao lado esquerdo da vítima, dentro do veículo ou próximo a janela do motorista.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Santa Maria do Pará. O delegado Leandro Souza, ouviu o técnico de enfermagem Francisco Charles dos Santos, esposo da médica, que presenciou toda cena do crime. Em depoimento Charles disse que na entrada do ramal da Torre, na BR-010 (Belém-Brasília), entre os municípios de Santa Maria do Pará e São Miguel do Guamá, avistou uma mulher com uma criança no colo. Tudo aconteceu por volta de 20h. Dez metros depois o casal avistou um homem caído no acostamento daquela rodovia. Ele e a esposa decidiram parar para prestar o devido socorro. Ao se aproximar da mulher a mesma anunciou o assalto.

Segundo Francisco Charles, Viviani Marins pediu calma à assaltante, pois iria pegar seu filho que estava no banco traseiro do veículo. Ao se virar rumo ao seu filho de apenas dois anos e onze meses, na época, a mulher fez um disparo, na altura da cabeça da médica, que resultou em morte. Segundo Charles, após o primeiro disparo, ele desceu do carro na tentativa de desarmar a mulher que também fez um disparo de arma de fogo contra o mesmo. O técnico em enfermagem resistiu aos ferimentos e sobreviveu ao atentado.

O delegado daquele município ouviu também Maria Eliane da Silva Moura, babá do filho do casal. Eliane disse que a médica já havia feito recomendações, caso viesse a acontecer algo com ela, de que a babá deveria entregar o filho do casal para os pais da médica, residentes no estado do Rio de Janeiro. Ela ressaltou ainda que Viviani Marins dos Santos sempre realizava viagens para capital paraense, a cada dois meses, para tratamento em seu cabelo. Em vida à médica sempre dizia: “que não se deveria parar em beira de estrada por qualquer motivo”. O casal também passava por desavenças, sobre isso a médica costuma dizer, segundo a babá: “já larguei de um para separar de outro seria fácil”.

Francisco Charles esteve na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil em Belém, onde foi confeccionado um retrato falado. Após sete meses, a suposta assassina ainda não foi presa e não se tem pistas de onde ela esteja escondida.

A família da vítima é do estado do Rio de Janeiro. Eles acompanham informações sobre o crime através da imprensa paraense e cada resultado sobre as investigações que apuram a morte da médica. A família pede agilidade para Polícia Civil do Pará.

“Como ficou o caso do assassinato da Dr.ª Viviani Marins dos Santos? Somos parentes do Rio de Janeiro, já estamos sem noticias. Alguma pista do assassino (a). Exame de balística qual foi o resultado? Muita agonia para todos nós da família. Sabemos que não a teremos de volta, porém, foi morta por qual motivo se nada levaram… Tanta coisa de valor e num lugar tão estranho para assalto. Que Deus tome a frente de tudo. Amém!”, questionou Sônia Marins, tia da médica.

Entenda o caso:

No último dia 20 de setembro de 2010, a médica Viviani Marins, o marido Francisco Charles e o filho do casal, de dois anos, seguiam de Belém para Paragominas quando foram surpreendidos por assaltantes na BR-010 (Belém-Brasília). Um casal fingia pedir socorro na beira da estrada.
A mulher estava com um boneco, que aparentava ser um bebê. Quando pararam o carro para ajudar, era um assalto. A médica teria feito um movimento brusco e a assaltante atirou na cabeça da mulher, o marido dela também acabou baleado no tórax.

Ainda segundo o depoimento de Francisco Charles, depois de atirar nas duas vítimas, o comparsa da assassina ordenou que os dois fugissem. Após recobrar os sentidos, Charles pediu ajuda a um casal de idosos que moram às proximidades do local do atentado.

Por Bruno Nascimento (de Paragominas).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

“Mão Amiga” ajuda imigrantes em Paragominas

Foto: Bruno Nascimento
João Paulo Rodrigues Gonçalves, 23 anos, é serviços gerais. Desempregado veio de Tomé-Açú, região nordeste do Pará. Com ele, a esposa e dois filhos. “Lá tem emprego [Tomé-Açú], não sou qualificado. Em Paragominas, convivo a mesma realidade. Sempre estou em busca de emprego. Mesmo desempregado não quero voltar pra lá”, disse João Paulo.

Paragominas está no auge do desenvolvimento. O número de habitantes é estimado em quase 100.000 moradores. Os setores que mais geram empregos na cidade é agropecuária; extração de mineral; florestal; serviços no comércio local; e o setor público. Ainda não há um número exato de empregados. Porém, a Prefeitura é responsável por mais de 3.000 postos de trabalhos e a Mineradora Vale mais de 1.200 funcionários. Isso atrai centenas de pessoas com esperanças de uma qualidade de vida melhor. O índice de desenvolvimento humano, nas áreas da saúde, educação e pobreza é de 0.690 IDH considerado médio, comparado a outros municípios brasileiros.

A cada dia técnicos da Secretaria Municipal de Assistência Social atende pessoas oriundas de outras cidades do Brasil. Principalmente do estado do Maranhão. De maio de 2005 a dezembro de 2009, foram atendidas 5.920 imigrantes.

Eles ficam de plantão 24h por toda cidade. Um dos pontos estratégicos é no terminal rodoviário. Ao perceberem que chegou imigrante, eles fazem imediatamente identificação. A ação foi iniciada há cinco anos. O projeto “Mão Amiga” é executado pela Prefeitura de Paragominas em parceria com a Mineradora Vale. A meta da equipe é convencer retirantes voltar para seus locais de origem.

As equipes são compostas por técnicos, assistentes sociais, que procuram na rodoviária, empreiteiras da Mineradora Vale, e na periferia daquele município pessoas de outras cidades do Brasil.

Ao descobrir que existe um morador oriundo de outro município, técnicos vão até ele. Ofertam volta para cidade de origem, além de lanches para que a pessoa vá com toda comodidade. Caso imigrante não aceite a proposta, depois de quinze dias, se não tiver conseguido se empregar é refeita proposta, totalmente financiada pela prefeitura.

Nos casos daqueles que insistem em permanecer na cidade, técnicos encaminha para o prefeito Adnan Demackhi, um relatório mensal sobre atendimentos do Projeto “Mão Amiga”.


Com informações em mãos, é mapeado onde os imigrantes estão se fixando. Ou seja, se eles estão chegando em massa em algum bairro. É naquela localidade são planejadas políticas públicas, como mais escola, posto de saúde, entre outros.

Porventura o cidadão não tem dinheiro para alugar nada e nem um emprego obtido, a equipe da Prefeitura oferece a mão amiga, ou seja, oferece a passagem e o lanche de volta, para que esse imigrante possa voltar para sua cidade.

“Se este imigrante permanece na cidade, claro que vai ter dificuldades, e a cidade também pode sofrer com isso”, disse Adnan Demachki. Ele relata que notou um aumento de imigrantes em Santa Rita no estado do Maranhão. Um técnico foi até aquele município maranhense e, encontrou por acaso um imigrante recém-chegado de Paragominas. Em uma parada de ônibus, ele tava insatisfeito: “vim de Paragominas e me lasquei. Não tem emprego lá. Tú vai perder teu tempo”. Ele diz ainda que “oferecer uma mão amiga para as pessoas que não tem onde ficar, não tem dinheiro, emprego, retornarem para o seio de suas famílias e cidades, oferecendo as passagens e o lanche, é a Paragominas que ganha com isso. Não queremos inchar, mas sim crescer de forma sustentável”, concluiu Demackhi, prefeito de Paragominas.


O “Mão Amiga” é um projeto de autoria da gestão atual. Eles consideram importante, pois é um instrumento para planejamento de políticas públicas.


Em Paragominas onde procurar o “Mão Amiga”?

Os serviços podem ser encontrados na Secretaria Municipal de Assistência Social, na rua Bacabal, em frente à praça Cleodoval Gonçalves. Ou nos postos de triagem espalhados pelo município. Telefone (091) 37298032 ou 37298054.

Bruno Nascimento, de Paragominas.

PARAGOMINAS – PA – Uma cidade diferenciada

Estou em Paragominas-PA, entre as cidades de Imperatriz-MA e Belém-PA. Uma cidade que há pouco tempo era vista como “Paragobala“. Não se conseguia andar sozinho na rua à noite.
Mas estou encantado. Fiquei pensando na cidade bagunçada em que moro São Mateus-ES, onde não existe um projeto urbanístico que priorize o pedestre. Aqui em Paragominas, é brincadeira, existem muitas faixas de pedestres, com sinalização de semáforos indicando pedestres, onde todos param para priorizar o pedestre. A cidade está ecologicamente correta na concepção urbanística e há grandes avenidas planejadas. Hoje o município já encontra-se na faixa verde ecológica, pela contenção do desmatamento e pela exigências de MSM das grandes empresas que por aqui estão se instalando.
Mas, ainda é preciso acertar o esgoto a céu aberto, uma característica das cidades do Norte do país, e também começar a expandir as melhorias urbanas para os bairros periféricos. Mesmo assim, as administrações públicas que por aqui passaram, estão demonstrando zelo pela beleza da cidade. Uma senhora disse-me que no passado ela tinha vergonha de dizer que era de Paragominas-PA, mas que com as melhorias urbanas da cidade, ela começou a sentir orgulho de dizer que é nascida na cidade.
Veja, é uma questão simples e estrutural, basta algumas melhorias básicas e inteligentes no complexo urbano, que temos um povo tendo orgulho de ser cidadão de uma cidade.

sábado, 23 de abril de 2011

Resumo de Notícias - 23 de Abril de 2011

]ompleta 15 anos, Incêndio destrói três casas na cidade velha; Morre, Hélio Gueiros, um dos políticos mais populares do Pará;e veja as dicas de filmes para curtir no feriado

Vacinação contra a gripe começa na segunda-feir

(Foto: Adauto Rodrigues)

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (25). No Pará, a meta é imunizar a população contra três tipos de vírus, incluindo o H1N1 (causador da cham ada gripe suína).

Segundo a Divisão de Imunização, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a população atendida foi ampliada este ano: além dos idosos e indígenas, serão imunizadas crianças de 6 meses a menores de 2 anos, gestantes e profissionais de saúde.

Até 13 de maio, último dia da campanha, deverão ser vacinados no Estado pelo menos 80% do total de 992.972 pessoas. Dados do Ministério da Saúde informam que 1.085.320 doses estarão disponíveis para 4.540 postos de saúde no Pará, sendo 92 na capital e 4.448 no interior.

Ampliação - O público da campanha foi ampliado porque estudos mostraram que as complicações da gripe, como pneumonias bacterianas, são mais comuns em idosos, crianças e gestantes. As crianças receberão duas doses da vacina: a primeira será aplicada no período da campanha, e a segunda 30 dias depois. Os demais grupos tomarão apenas uma vez. Em relação aos maiores de 60 anos, haverá necessidade de atualizar a situação vacinal contra difteria, tétano e febre amarela.

A Sespa ressalta ainda que outros grupos, como crianças de 2 a 5 anos, doentes crônicos e adultos saudáveis de 20 a 39 anos, que receberam a vacina contra a gripe A no ano passado, não precisarão se vacinar de novo porque já estão imunes.

Com relação aos profissionais de saúde, a Divisão de Imunização alerta, em nota, para a importância da vacina: "Trabalhador de saúde é aquele que exerce atividades de promoção e assistência à saúde, atuando na recepção, no atendimento, na investigação de casos de infecções respiratórias, nos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis de complexidade, cuja ausência compromete o funcionamento".

Assim, devem ser vacinados desde os profissionais que atuam na atenção básica até os que trabalham no controle sanitário de viajantes nos postos de entrada dos portos, aeroportos e fronteiras.

A vacinação contra gripe é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática ou alergia a ovo de galinha e derivados. A indicação do Ministério da Saúde é que as pessoas que estiverem com doenças agudas febris moderadas ou graves adiem a vacinação.

Resultados - A Sespa também informa que, ao longo dos anos, as campanhas de vacinação contra a gripe vêm contribuindo para a prevenção da doença e suas complicações, além de causar um impacto considerável na redução das internações hospitalares, óbitos e gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias.

O secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, dará detalhes sobre a campanha de vacinação em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), às 09 horas, no gabinete da Sespa (Avenida Conselheiro Furtado, 1597, entre Generalíssimo Deodoro e Quintino Bocaiúva).

Por que tomar a vacina?

A vacina protege contra os principais vírus da gripe que circulam na região, entre eles o da Influenza A (H1N1). Evita também complicações da gripe, como pneumonias bacterianas ou agravamento de doenças crônicas já existentes, como diabetes e hipertensão.

Quem deve tomar?

Toda a população de 60 anos ou mais, toda a população indígena (acima de 6 meses de vida), crianças entre 6 meses e menores de dois anos, grávidas em qualquer período gestacional e profissionais de saúde que atuem em qualquer nível de complexidade.

Quem não pode?

Não deve tomar a vacina quem tem alergia à proteína do ovo. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos devem consultar o médico antes de se vacinar.

Quando e onde tomar?

A campanha será entre 25 de abril e 13 de maio. As vacinas estarão disponíveis em qualquer posto de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Que documentos levar?

Quem foi vacinado nos anos anteriores deve levar o comprovante de vacinação. Caso não tenha a caderneta de vacinação, basta apresentar um documento de identidade. (ascom Sespa)

ADVB Pará conhece o potencial econômico do município

De 8 a 10 desse mês, uma comitiva, da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil seção Pará (ADVB-PA), fez uma visita a Paragominas para conhecer seu potencial econômico e incentivar o desenvolvimento de novos empreendimentos no município.
A visita faz parte do projeto “Conheça a ADVB-PA”, que visa a troca de informações e a possibilidade de geração de parcerias em novos empreendimentos. “O objetivo maior é o intercambio de informações com finalidade de fomentar novos negócios”, disse Mauro Cleber, presidente da ADVB-PA, que afirmou ter ficado surpreso com o que viu no município. “Todos já falavam de Paragominas e ficamos surpresos com um município desenvolvido e um potencial econômico que é um exemplo para estado”, falou o presidente da entidade.
A comitiva, formada por 40 empresários de vários segmentos da economia no estado, visitou grandes empreendimentos instalados no município. A primeira visita foi à fábrica de MDF, que tem uma produção de 400 metros cúbicos da matéria-prima por dia. Os visitantes conheceram todo o processo de produção do lugar.
Os associados também visitaram a fazenda Morro Alto para conhecer o potencia agrícola do município, que é um dos maiores produtores de grãos do Estado. Neste ano a expectativa de produção para safra 2010/ 2011 é de mais 214 mil toneladas. Na fazenda são produzidas soja, arroz e milho.
Depois da fazenda, os associados visitaram a mina de bauxita da Mineração Paragominas. “Há 20 anos visitei o município e agora retornando, vejo um mundo novo”, diz Ronaldo Barata, um dos associados e gerente regional de uma empresa que trabalha com recursos humanos. Para Ronaldo, o que surpreendeu foi a preservação ambiental aliado ao desenvolvimento. “Nós vemos que as novas gerações já nascem com a idéia de desenvolvimento atrelado ao respeito ao meio ambiente”, diz Ronaldo.
O associado, Rubens Magno Junior, é diretor comercial da empresa responsável pela instalação de um shopping Center no município. Segundo ele, as obras começarão no inicio do segundo semestre e expectativa de geração de empregos é de cerca de 950 postos de trabalho. “Nós estudamos Paragominas há um ano e meio e vimos que o município tem um grande potencial. Acredito que é um projeto que tem tudo para dar certo”, diz o diretor comercial.
Na noite do dia 9, os associados fizeram apresentações de suas empresas no Espaço Cultural da cidade. Já o prefeito Adnan Demachki apresentou dois vídeos. O primeiro, sobre os projetos sociais desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social, e o segundo sobre o projeto Paragominas Município Verde. Em seguida, os empresários assistiram à apresentações culturais das aulas desenvolvidas pelas escolas municipais de dança e música do Espaço Cultural.

Operação policial leva mais segurança à cidade de Paragominas

Nove presos por porte ilegal de arma e por crimes de trânsito, e mais de três mil mídias piratas apreendidas. Estes são os resultados da operação policial, denominada de “Polomov”, realizada em Paragominas, nordeste do Pará, nos últimos dias. A ação policial contou com a parceria entre as Polícias Civil e Militar, Secretaria Municipal de Meio-Ambiente, Conselho Tutelar e Ministério Público. O trabalho teve por objetivo apurar ocorrências de poluição sonora, consumo de bebidas alcoólicas, porte ilegal de arma, entre outros delitos registrados no polo moveleiro da cidade. Durante a ação, os policiais montaram barreiras de fiscalização em vias públicas de acesso à área. Dos nove presos, três foram flagrados por porte ilegal de arma e seis por dirigir embriagados.
Entre eles, um foragido do Maranhão. Esdron Pantoja da Silva, 33 anos, está com prisão preventiva decretada na cidade de Pinheiros (MA) por roubo. A operação foi planejada pelo tenente-coronel Rubenlúcio, comandante do 19º Batalhão da PM, e pelo delegado Wander Veloso, diretor da 13ª Seccional Urbana de Paragominas. Participaram ainda da operação agentes de trânsito do município. Os outros presos, por porte ilegal de arma, são Anselmo da Silva Afonso, 28 anos, e Alex da Silva Lima, 30. Já Marcos da Paixão Divino, 34; Everton Hanielle Duarte dos Santos; Júlio César Ferreira da Silva, 28; Antônio Ilton de Oliveira dos Santos, 26; Márcio Pereira Brito, 33, e Clésio Cristino de Azevedo, 27, foram presos por dirigir sob efeito de bebida alcoólica.
MÍDIAS: Mais de três mil mídias “piratas” foram apreendidas em Paragominas durante a operação. As ações visam combater a venda de produtos pirateados, principalmente, CD's e DVD's. Quatro pessoas foram autuadas pela comercialização dos produtos. São elas: Mateus de Sousa Miranda, 21 anos; Noilson Benício Reis, 33; Joseneudo Ferreira Muniz, e Maria Lúcia Braga Oliveira. As mídias foram levadas ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, em Castanhal. Após perícia técnica, as mídias deverão ser destruídas mediante autorização judicial. Os presos foram autuados pelo delegado Raimundo Xavier sob coordenação do delegado Wander Veloso, diretor da 13ª Seccional de Paragominas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Operação apreende 23 metros cúbicos de madeira em Ulianópolis

Operação integrada, sob comando da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA), da Polícia Civil, resultou nas apreensões de um total de 32 metros cúbicos de diversos tipos de madeira de lei, entre elas, maçaranduba e angelim, e de quatro caminhões ilegais para transporte clandestino de madeira. A ação policial, denominada de “Cauaxi”, foi deflagada no município de Ulianópolis, nordeste do Pará, nos dias 5 e 6. Os resultados da operação foram divulgados nesta quinta-feira, dia 7. Sob coordenação do delegado Luiz Paulo Galrão Filho, da DEMA, a equipe policial percorreu o município com objetivo de combater crimes ambientais diversos, entre eles, desmatamento e transporte irregular de madeira.

Também estiveram na operação policiais civis da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) e da Superintendência Regional da Zona Guajarina, sob comando do delegado José Ricardo Oliveira. A ação policial atende determinação da Diretoria de Polícia Especializada (DPE), sob direção do delegado João Bosco Júnior, com objetivo de efetuar apreensões e detenções de pessoas por prática de delitos contra o meio-ambiente na região, especificamente, na estrada Cauaxi, em alusão à qual foi denominada a operação.

No total, quatro Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCOs), todos já encaminhados à Justiça, foram lavrados no municípios por crimes ambientais. Os indiciados são José Carlos Ramos, José de Maria Barbosa dos Santos e Josinaldo Lima Guimarães, que vão responder por transporte irregular de madeira. Com eles, os policiais apreenderam um caminhão modelo Chevrolet, de cor marrom, sem placas, conhecido popularmente como “Cheba”, e um aparelho de motosserra.

Apreensão de madeiraos no municípios por crimes ambientais. Os indiciados são José Carlos Ramos, José de Maria Barbosa dos Santos e Josinaldo Lima Guimarães, que vão responder por transporte irregular de madeira. Com eles, os policiais apreenderam um caminhão modelo Chevrolet, de cor marrom, sem placas, conhecido popularmente como “Cheba”, e um aparelho de motosserra.

Também foi enquadrado, por crime ambiental, Claudionor Alves Barroso, com quem foi apreendido outro caminhão do tipo “cheba”. Mais dois veículos irregulares foram apreendidos com Antônio Cerchi e Marcelo Pettenon Farrapo.

As equipes policiais, de acordo com o delegado Galrão, percorreram um perímetro de cerca de 40 quilômetros, mais precisamente na área da fazenda Palestina e acampamento “Vida Nova”, em Ulianópolis, para fiscalizar os crimes ambientais. As ações policiais na região vão prosseguir com objetivo de reprimir os delitos contra o meio-ambiente.

Delegado é homenageado como "Amigo do 13º BPM" em Tucuruí

Diploma entregue a delegado
O delegado Carlos Magalhães, diretor da Seccional Urbana de Tucuruí, recebeu, nesta quinta-feira, 7, o diploma “Amigo do 13º BPM”. A premiação é concedida pelo Comando do Batalhão da Polícia Militar do município. A solenidade presidida pelo tenente-coronel José Mauro Silva da Pedra, comandante do 13º BPM, foi realizada no Centro de Convenções de Tucuruí. O evento também foi alusivo ao aniversário de 33 anos do Batalhão da Polícia Militar de Tucuruí. Durante a solenidade, a PM lançou na cidade o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência - PROERD, sob coordenação da PM em parceria com a Secretaria de Estado de Educação.

Além de várias autoridades presentes também foram agraciados com o diploma, o prefeito municipal, Sancler Ferreira; a secretária de Relações Institucionais, Elizabeth Barroso, e o diretor de Apoio à Segurança Pública, Francisco Augusto. Carlos Magalhães disse, ao falar do reconhecimento, que se sente muito honrado em ter sido agraciado, pois mantém ótimo relacionamento com a Polícia Militar, principalmente, com o comandante do Comando de Policiamento Regional IV, coronel PM Marcos Eismann.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Novos maus-tratos em circo no Pará

Um circo, instalado em Paragominas, no Pará, foi multado em R$ 11,4 mil e seu proprietário deve responder por processo criminal, de acordo com o Ibama local. A razão: um tigre, um avestruz e um babuíno sofriam maus-tratos e viviam em condições precárias.  
"Quando chegamos ao circo, a situação era impressionante. A tigresa está extremamente magra, e eles viviam em condições muito ruins. A tigresa e o babuíno ficavam em um recinto muito pequeno, e o avestruz ficava exposto ao Sol", disse Leandro Aranha, chefe da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama no Pará.
O resgate ocorreu após uma denúncia do Ministério Público Estadual. Segundo o Ibama, os animais ainda estão sendo retirados no local e ficarão, por pelo menos dez dias, em um parque em Belém. Depois de recuperados, o tigre e o babuíno devem seguir para zoológicos em outros Estados e o avestruz será levado a outro recinto, na própria capital paraense.

Educação Física contribui para a aprendizagem de alunos da rede municipal

Ainda hoje é fácil encontrar pessoas que acreditem que a prática de esportes só contribui para o desenvolvimento e saúde física. Porém, segundo especialistas, o processo de ensino e aprendizagem da disciplina educação física vai além do exercício de habilidades e fazem com que os alunos reflitam sobre suas ações e as executem de maneira social.

Segundo a Joelma Souza, supervisora pedagógica de 5° a 8° serie, da Secretaria Municipal de Educação (Semec), a educação física é trabalhada como uma integração entre corpo e mente. “Passa de uma simples atividade física é se trabalha a mente, conhecimento e a saúde”, fala a supervisora.
Nas escolas, as atividades físicas começam cedo. Da educação infantil até a 4° série, os exercícios vêm em forma de jogos e recreações. A partir da 5° série, a educação física é inserida no currículo escolar, e ajuda no desenvolvimento cognitivo de meninos e meninas, o que os tornam mais dispostos para aprender outras disciplinas.
Khayo Wender, de 13 anos, está 7° série, e diz que sempre praticou esportes, o que, segundo ele, o deixou apto para aprender outras matérias. “Acho que a educação física ajuda não só no desenvolvimento físico. Sempre me senti mais incentivado a entender as outras matérias”, disse Khayo, aluno da Escola Angélica Dantas, que esta semana recebeu uma quadra poliesportiva revitalizada e com uma nova cobertura, assim como foi feito com as escolas Belarmina Fernandes e Roberto Fernandes anteriormente. A escola Angélica Dantas também recebeu salas que serão utilizadas na disciplina de educação física.
A quadra irá beneficiar cerca de 900 alunos da escola. A aluna da 8ª série, Renata Farias, de 15 anos, pratica futebol de salão e acredita que agora os treinos vão melhorar com a nova quadra. “Vai ficar bem melhor agora. Por exemplo, antes treinávamos de baixo de sol quente, agora não vai ter mais esse problema, pois a quadra é coberta. Acho que dá mais disposição para jogar”, diz a aluna.
Lucas Eugênio

Arame e mourão fazem revolução em Paragominas

Deu no Globo - Coluna Eco Verde: 


Enquanto os ânimos continuam exaltados em Brasília, por conta do debate em torno das mudanças no Código Florestal, ruralistas e ambientalistas, “armados” com arame, mourão, conhecimento científico e boas doses de boa vontade, estão fazendo uma revolução no município de Paragominas, no Pará. Cidade que já foi chamada de Paragobala, por causa dos conflitos de terra. E os resultados não podiam ser melhores: ganhos de produtividade, mais faturamento, respeito à lei e preservação ambiental.

Liderado pelo professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da USP, o projeto está completando um ano e terminando a sua primeira fase. Com o apoio das ONGs Imazon, TNC e do Sindicato Rural, foi feito um diagnóstico de todas as propriedades da região. Foram identificadas as áreas com alta e baixa aptidão para a pecuária e as mais propícias para a agricultura.
Como esperado, as maiores oportunidades estão na pecuária, que tem índices de produtividade menores. Lotes com mil hectares, onde eram criadas 1.200 ou 1.300 cabeças de gado, vão receber 2.000 ou 2.200 bois. Índice muito maior do que a média nacional, que é de 1,14 bois por hectare. O espaço remanescente será usado para recuperar reservas legais de floresta e áreas de preservação permanente (APPs).
Outra parte importante do trabalho está em identificar, nestas áreas preservadas, plantas e frutas nativas que têm potencial econômico para a indústria alimentícia, farmacêutica ou de cosméticos. O que representará uma nova fonte de receita para os proprietários.
Mas quanto custa isso tudo? Alguns críticos do Código Florestal dizem que recuperar as áreas degradadas de floresta representaria uma despesa enorme e inviável para o setor. Ricardo Rodrigues explica que, em 80% dos casos, basta cercar a área não aproveitada e deixar a natureza fazer o resto do trabalho. E informa: um quilômetro de cerca pronta, feita com arame e mourão, custa entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
Jorge Daniel
[Professor, geógrafo e especialista em Gestão Ambiental]

Polícias Civil e Militar combatem roubos de motos em Mãe do Rio

As Polícias Civil e Militar no município de Mãe do Rio, nordeste do Pará, atuam, de forma conjunta, para o combate aos roubos de motos na região. No último dia 28 de março, três homens acusados de roubar uma moto foram identificados e presos.  Antônio Elson Costa de Souza, de apelido “Léo”; José Francimar Rodrigues do Nascimento, conhecido por “Tibirica”, e Antônio José de Albuquerque, de apelido “Breguesso”, após uma abordagem policial na estrada vicinal de acesso ao município. Policiais militares, que faziam uma blitz na estrada, pediram a dois homens em uma moto para parar.
Durante revista, foi encontrada uma espingarda. Na  averiguação, os acusados confessaram que haviam acabado de roubar a moto em Mãe do Rio. Conduzidos para a Delegacia, os dois foram reconhecidos pelas vítimas. Eles disseram que havia um terceiro cúmplice do roubo, no caso, Antônio José. Ele foi preso, em seguida, por policiais civis e militares. Os três foram autuados em flagrante. A moto foi roubada no dia 25 de março passado. Os acusados confessaram ainda terem roubado outras duas motos, em santa Maria do Pará, onde foi aberto inquérito policial para apurar o crime.

Pará lidera luta pela modernização da legislação ambiental

Mais de 22 mil produtores rurais paraenses, que integram a comitiva da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), vão participar da mobilização pela Votação do Código Florestal, que será realizada nesta terça-feira (5), no Congresso Nacional, em Brasília. Mais de 500 ônibus devem chegar à capital federal levando produtores de diversas partes do país, com o objetivo de conscientizar deputados federais, senadores e toda a sociedade brasileira de que o Código Florestal é um assunto do interesse de todos, com reflexos diretos na produção de alimentos no Brasil.
O Pará assumiu há pouco tempo, sem muito alarde, o pioneirismo na luta pela preservação do ecossistema. O governador Simão Jatene lançou, no final de março, o Programa Municípios Verdes, segundo o qual é possível preservar produzindo. O programa acaba de receber a garantia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de que há interesse em colaborar com sua implementação.
O programa oferece o que falta ao Código Florestal: incentivos concretos para a preservação da floresta, em vez de destruí-la. Nele, as áreas de preservação viram ativos. Se a produção com sacrifício da floresta representa lucro, a manutenção de áreas de preservação permanente agora vale muito mais. O próprio governador estabelece a ligação entre a solução paraense e o grande problema nacional: "Preservar é produzir", defende Simão Jatene.
O Programa Municípios Verdes tem quatro características singulares, que o tornam uma referência para o país:
1. É a única tentativa objetiva de se chegar ao desmatamento zero. Tem metas definidas e ferramentas reais para que as metas sejam alcançadas. Não é um convite à proteção ambiental por diletantismo. O município que apostar nessa ideia terá mais dinheiro em caixa, porque passará a receber um maior repasse do ICMS. Não há uma imposição do programa pela força de tropa federal ou do boicote, como experiências já realizadas sem sucesso no Pará. Há um modelo a seguir, com uma série de benefícios agregados;
2. Municípios Verdes é a materialização da ideia aparentemente subjetiva em cuja tecla o governador Simão Jatene tem martelado: um pacto envolvendo as três esferas de governo - federal, estadual e municipal. Coloca lado a lado personagens antagônicos no cenário das questões ambientais. Alinhava interesses antes inconciliáveis dos setores público e privado, e do terceiro setor;
3. É viável. Já foi testado com excelentes resultados em escala municipal, no município de Paragominas, no nordeste do Pará. Ao produzir os primeiros efeitos em escala regional, envolvendo até aqui metade das cidades paraenses, especialmente aquelas que se encontram no arco da devastação, terá inevitável repercussão nacional e, posteriormente, mundial;
4. O sucesso do Programa Municípios Verdes representa um avanço geométrico do Brasil em direção às metas de desmatamento e redução da emissão de dióxido de carbono. Além de fortalecer as metas federais, o programa é ajudado por elas, porque poderá valer-se de recursos do Fundo Amazônia, criado pelo governo brasileiro, para ser acelerado ou até ampliado.
Mudança - A meta do Brasil, declarada na Conferência COP 15, realizada em 2009 em Copenhague (Dinamarca), é reduzir o desmatamento na Amazônia em até 80% até 2016. Se o Pará tem sido, até aqui, historicamente um dos maiores vilões da floresta, sempre no topo do desmatamento, é evidente que, ao inverter essa condição, apresentando-se como pioneiro do desmatamento zero. O Estado, com seu dever de casa bem feito, terá colocado o país, em âmbito internacional, como o maior e mais bem sucedido protagonista das mudanças preconizadas pelos signatários do Protocolo de Kyoto, o grande acordo mundial para preservação do planeta Terra. Paragominas é a prova de que esse objetivo é real.
Desde o ano passado, Paragominas tornou-se o primeiro município paraense a sair da lista do desmatamento, na qual figurava todos os anos. Tornou-se exemplar a partir de um pacto semelhante ao que está sendo feito com os Municípios Verdes. O programa foi instituído em Paragominas em março de 2008. Na época, o município tinha perdido 45% de sua cobertura florestal original, mais de 8 mil quilômetros quadrados. Hoje, ostenta uma redução de 90% nos desmatamentos, erradicou o trabalho de crianças nas carvoarias, zerou o déficit escolar e avança célere na regularização fundiária.
Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Paragominas tem cerca de 2 milhões de hectares. Em torno de 950 mil hectares são áreas antropizadas - já modificadas pelo homem. O município ainda conta com mais de 1 milhão de hectares de florestas preservadas e mais de 50 mil hectares reflorestados. Em menos de um ano, mais de 65% das áreas passíveis de cadastro foram efetivadas. Até novembro do ano passado, menos de um quarto da área total de Paragominas estava cadastrada.
Se o desmatamento no Pará dobrou em 20 anos, como também atesta o Imazon, em 2009 registrou-se a menor taxa de todos os tempos. Estima-se que a compensação dessas áreas preservadas poderá gerar reduções de emissão de gases de efeito estufa de, pelo menos, 9,5 bilhões de CO2. A meta brasileira de redução do desmatamento prevê reduzir 668 milhões de toneladas de CO2, até 2020.
O Pará deu um passo à frente, estimulando a recuperação de milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a compensação da reserva legal, criando um programa ambiental integrado à produção agrícola, reconhecendo o valor e premiando a preservação da floresta.
Assim como Paragominas foi um piloto do programa estadual, abraçado com todo o entusiasmo pelo governo de Simão Jatene, a experiência paraense nada mais é do que a gênesis daquilo que o próprio Brasil poderá alcançar se tomar como exemplo o Programa Municípios Verdes.
Manuela Viana - Secom

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