quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Preso acusado de estupro de vulnerável em Dom Eliseu


Carlos Miranda
Carlos Miranda
Uma denúncia de crime de estupro de vulnerável feita à Delegacia de Dom Eliseu, sudeste do Pará, resultou na prisão em flagrante de Carlos Miranda da Cunha, de 36 anos, conhecido como "Esquerdinha". 

O crime foi revelado, em depoimento, pela companheira do acusado, Antônia Jaqueline, 18 anos, que trabalhava como babá da vítima. O caso foi investigado pelo delegado Rayrton Carneiro, de Rondon do Pará. A informação recebida pelo delegado foi de que uma criança de criança do sexo feminino, de um ano e 8 meses, estava internada no Hospital Municipal de Dom Eliseu com sinais de violência sexual. 

A criança foi levada ao hospital pela babá e pelo companheiro dela. A mulher contou ao médico Jorge Gomes Filho, ao dar entrada na unidade de saúde, que percebeu, no momento do banho ainda em casa, que a criança sangrava pelo órgão genital e, por causa disso, chorava muito. O delegado Rayrton Carneiro foi ao hospital e teve conversa reservada com o médico que mostrou fotos da criança feitas pela equipe médica. As imagens mostram o órgão genital da criança dilacerado. "Segundo o médico, não havia dúvidas de penetração pênis-vagina na criança. Logo, o médico providenciou a coleta de material no órgão genital da criança e do companheiro da babá", informou o policial civil. A babá e o companheiro dela passaram por exames rápidos para detecção do vírus HIV. O resultado foi positivo para o reagente.

Diante disso, o delegado foi até a casa da babá, onde apreendeu um lençol sujo de sangue usado para forrar a cama do casal. Todo material apreendido e coletado foi encaminhado ao Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”. Os laudos ficarão prontos em cerca de dez dias. Com todos os indícios em mãos, explica o delegado, faltava apenas a declaração dos suspeitos. Num primeiro momento, a babá tentou manter a versão do companheiro, mas depois revelou a verdade. A versão inicial foi de que Carlos Miranda alegou ter saído de casa pela manhã para ir à casa da vizinha, onde, segundo a babá, ele teria permanecido por cerca de 30 minutos, enquanto a criança ficou sozinha em casa. 
Ao retornar à residência, ele teria flagrado a criança já chorando e sangrando. Interrogada, contudo, ela entrou em contradição. Antonia Jaqueline, que está no oitavo mês de gestação, acabou por contar a verdade. Ela revelou que estava dormindo com a criança em uma cama de casal, enquanto Carlos Miranda dormia na sala da casa. Por volta das 4 horas da manhã, Carlos resolveu passar para a cama de casal e ficou deitado ao lado da babá e da criança. Depois de um certo tempo, a babá conta ter acordado com o choro da criança. Ao acender a luz, Antônia Jaqueline afirma ter flagrado o companheiro sobre a menina em ato de penetração. De imediato, Antonia Jaqueline afirma ter tirado a menina de Carlos, mas acabou ameaçada por ele caso contasse a alguém. "Ele teria dito que bateria na barriga dela para que perdesse o filho, e quando saísse da cadeia a mataria", detalhou Rayrton Carneiro.
Carlos Miranda, ao ser interrogado, negou a prática do crime e manteve a versão contada inicialmente pela babá, de que a criança teria sido violentada durante o dia, quando ficou sozinha em casa. Para o delegado Rayrton Carneiro, não restam dúvidas da participação de Carlos Miranda na prática do crime. "O fato ocorreu durante a madrugada. O depoimento da babá e o lençol sujo de sangue são provas do crime", ressaltou. Em decorrência disso, Carlos Miranda da Cunha foi autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável com pena de reclusão prevista de 8 a 15 anos. O delegado disse ainda que, até o final do inquérito, poderá indiciar Carlos também nos crimes de ameaça e contágio de moléstia grave, caso comprove que ele já sabia da situação de soropositivo. Com mais esses dois crimes, a pena final pode atingir 19 anos e meio de reclusão.

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