quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Família morre em acidente na BR-010


Quatro pessoas de uma mesma família, todas elas mulheres, morreram em acidente ocorrido no início da tarde de ontem (19), à altura do quilômetro 343 da Belém-Brasília (BR-010), próximo 12 quilômetros do centro de Santa Maria do Pará.

Uma testemunha ocular do acidente, José Haroldo Silva Nascimento, que vinha dirigindo seu carro atrás do que se acidentou, pilotado por uma das vítimas, a professora Maria Edna de Holanda Dantas, de 45 anos, contou aos policiais rodoviários federais Walber e David Breno que foi Edna quem teria provocado o choque.
Ela dirigia seu pequeno veículo, o Corsa Classic placa NSJ-5086, de Aurora do Pará, cidade onde as vítimas residiam, que seguia de Castanhal rumo àquela cidade do nordeste paraense, quando teria perdido o controle do carro e batido contra a lateral esquerda dianteira da carreta-baú de placa HEE-6285, de Betim (MG), dirigida pelo caminhoneiro Edson Machado, de 57 anos.

Segundo Haroldo, de repente a professora teria passado para a contramão da rodovia, e em seguida tentado retornar para sua mão, como se tivesse cochilado ou mesmo mexendo em alguma coisa dentro do carro, que poderia ter feito com que ela descuidasse do volante. Na direção contrária vinha Machado, transportando 25 toneladas de produtos perecíveis (peru congelado) com destino a Belém, uma carga que ele estava trazendo da cidade mineira de Uberlândia. “Eu estava vendo o carro na reta, mas na contramão, e chegar até na beira do acostamento, do meu lado. Parece que ela (Edna) se assustou e tentou voltar pra sua mão, só que não deu tempo, o carro dela bateu na frente do cavalo (a parte da frente que puxa a carreta com a carga)”, contou Machado.
Ele estava assustado com a possibilidade de sofrer alguma agressão por parte de pessoas que já estavam próximo ao local do acidente, e eram parentes ou amigos das vítimas.
Natalino Vieira Cardoso, companheiro de Edna, chegou horas na BR-010. Mas o que ele menos estava ligando era para Machado, porque quase que estado de choque com a cena que estava vendo. Ele confirmou que Edna estava retornando de Castanhal, para onde havia levado para ser atendida na Apae a filha do casal, Sofia Dantas Cardoso, de três anos e portadora da síndrome de down. “Ela (Edna) acordou cedo, devia estar com sono”, comentou Natalino.

Sofia ainda foi retirada com vida de dentro das ferragens do Classic, pela equipe do subtenente Rodrigues, do 2º Grupamento de Bombeiros, de Castanhal. Mas ela faleceu minutos depois, ainda na estrada. Fabiana, filha adotiva de Edna, morreu no local, assim como a mãe da professora, Maria Moreira de Holanda, mãe de Edna. Esta ficou presa entre as ferragens e foi a última a ser retirada pelos Bombeiros. Uma ex-aluna de Edna, que passava pela Belém-Brasília quando parou para ver o acidente e viu que conhecia as vítimas, disse que a professora de matemática “vivia falando da sua aposentadoria”, mas que continuava lecionando na escola Hidelberto Reis, em Aurora do Pará. E que Edna já tinha o carro há algum tempo, e sabia dirigir nas estradas.
O caminhoneiro Machado disse que tinha passado a noite anterior dormindo na cidade de Itinga, fronteira com o Maranhão, junto com seu colega de profissão Douglas Marques. Que saíram de lá por volta das 8h30 de ontem, e só pararam em Ulianópolis para fazer um lanche. Douglas seguia com sua carreta na frente de Machado, e quando chegou em Santa Maria do Pará percebeu que o companheiro de estrada sumira do seu retrovisor. Aguardou um tempo, e foi quando Machado ligou para avisar do acidente. Já no final da tarde, uma equipe do Instituto de Perícias Científicas de Castanhal removeu os corpos das margens daquela rodovia federal.

Por Edivaldo Mendes (Correspondente de O Liberal)

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