segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Globo Rural destaca as iniciativas de combate à devastação da Amazônia


Do Globo Rural
A reportagem de José Raimundo sobre a lista negra criada pelo Ministério do Meio Ambiente para combater a devastação na Amazônia. Criada em 2008, essa lista denuncia os municípios campeões do desmatamento. De tempos em tempos, o órgão inclui novos municípios, a partir de dados coletados pelo satélite. E estar na lista cria uma série de problemas para a economia local e para a produção agropecuária.
As reservas indígenas em território Caiapó são as únicas áreas intactas em São Felix do Xingu, município com 84 mil quilômetros quadrados, que representa quase o dobro do estado do Rio de Janeiro. O desmatamento é proporcional ao tamanho. A cobertura vegetal desapareceu em mais de 20% da área. E há quatro anos, São Felix do Xingu tenta sair da incômoda posição de primeiro do ranking entre os maiores desmatadores da Amazônia brasileira. Ao todo, são 47 municípios de seis estados. O primeiro passo é traçar o mapa das propriedades e fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Em outra reportagem, Camila Marconato mostra a história do município Paragominas, que hoje é considerado um "município verde". Esse título exibido com orgulho contrasta com um passado recente de destruição. Situada no nordeste do Pará, Paragominas  cresceu no rastro da construção da rodovia Belém-Brasília, em meados do século passado. A estrada trouxe o progresso, mas trouxe também desmatamento e ilegalidade.
Com esse histórico, Paragominas foi incluído na lista negra dos municípios que mais desmatam a Floresta Amazônica pelo Ministério do Meio Ambiente. Com isso, os produtores e as empresas locais passaram a sofrer todo tipo de restrição, inclusive de crédito. Na época, diversos setores da sociedade se reuniram e firmaram um pacto pelo desmatamento zero.
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia mapeou todo o território de Paragominas e com a ajuda das imagens de satélite, passou a monitorar mensalmente o desmatamento no município. Assim, conseguiu baixar suas taxas de desmatamento para menos de quatro mil hectares, alcançando um dos critérios exigidos para sair da lista negra do Ministério do Meio Ambiente. A segunda meta foi inserir pelo menos 80% das propriedades do município no "Cadastro Ambiental Rural" – para isso, contou com apoio da ONG "The Nature Conservancy".
Os esforços foram reconhecidos e, em março de 2012, Paragominas se tornou o primeiro município da Amazônia a sair da lista do desmatamento. Mas logo começou a perceber que, se quisesse se manter fora dela, precisava mudar seu jeito de produzir. Nasceu aí o "Pecuária Verde", um projeto do Sindicato Rural de Paragominas.
Ainda no programa, a reexibição da matéria sobre o milho do México. O milho está presente na vida dos mexicanos do nascimento até a morte. No dia dos mortos, uma das datas mais importantes do país, os mexicanos acreditam que os espíritos voltam e celebram com os vivos, por isso, os altares expõem as comidas preferidas dos parentes que já morreram. E lá não faltam o chamado "pão de morto", o milho e as tortillas. A reportagem do Globo Rural mostra as plantações e o desenvolvimento do milho no país.

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