quinta-feira, 15 de maio de 2014

Passagem a R$2,43 faz população questionar o troco

Passagem a R$2,43 faz população questionar o troco (Foto: Reprodução)
Moeda de um centavo deixaram de ser fabricadas em 2004 (Foto: Reprodução)
Com a proposta do preço da tarifa de ônibus urbano no valor de R$2,43 – que pode ser aprovada pelo prefeito Zenaldo Coutinho – a população de Belém já começa a questionar também sobre o troco. Com a falta de moedas de centavos no país, tem muita gente querendo que o troco não acabe ficando com as empresas de ônibus.
Pelas redes sociais, é muito fácil encontrar gente comentando o assunto. “Querem aumentar a passagem de ônibus pra 2,43: eu só espero q eles ande com moeda de um centavo pq eu vou querer meus dois centavos de troco” (SIC), escreveu o perfil @tazdamasceno, no Twitter. “De R$2,20 para R$2,43... Como se as empresas de transporte fossem devolver os dois centavos de troco”, reclama o perfil ‏@micheljorgee. “E um absurdo por isso que Belém não vai pra frente. Roubo na cara de pau de dois centavos por passagem”, opina @Bruce_Bel. 
SERVE BALA?
O Procon alerta que esses números quebrados, como o das lojas de R$1,99, são corriqueiros no comércio brasileiro e podem ser encarado como um problema de direito do consumidor, além de virar um lucro extra para as empresas.
Para evitar que seus centavos se transformem em bala, o Procon orienta o consumidor a não aceitar os doces oferecidos e exigir o dinheiro. 
LUCRO EXTRA
O dinheirinho deixado de troco nas empresas gera lucro na contabilidade do caixa. “Após um período de vendas, principalmente em cadeias de varejo, certamente resulta em um valor significativo e positivo ao comerciante”, afirma o Procon.
O Procon até fez uma conta: pense em uma empresa vende mil produtos por dia. Se ela não der o troco de um centavo, ao fim do dia vai ter R$ 10 a mais no caixa. Em um mês, com 22 dias úteis, R$ 220. Em um ano, R$ 2,640 mil. 
FALTA MOEDA
A falta de fabricação de moedas de R$0,01 pelo Banco Central também é apontada pelos especialistas como uma das culpadas por reforçar o hábito de deixar o troco.
Elas não são mais fabricadas desde 2004 e, segundo o Banco Central, não há previsão de que sejam retiradas do mercado. 
(DOL)

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