domingo, 17 de janeiro de 2016

Pré-Carnaval é marcado pela insegurança e pela dor

Neste sábado (16) deveria ser de muita alegria e diversão para centenas pessoas que acompanharam o cortejo dos blocos de rua, no bairro da Cidade Velha, em Belém. Entretanto, casos de violência apagaram o brilho dos foliões.
Casos de assalto, confusão e baleamento foram compartilhados nas redes sociais durante e após a passagem dos blocos.
Dentre as vítimas, Felipe Andryo, de 19 anos, perdeu a vida ao lado de amigos durante o pré-Carnaval, com requintes de crueldade e covardia.
Segundo testemunhas, Felipe e mais quatro amigos haviam combinado de se encontrar próximo ao canal da Avenida Tamandaré. (Foto: reprodução/Facebook)
Após um dos blocos passar, os amigos foram surpreendidos por um desconhecido dentro de um carro, o mesmo que, segundo informações, teria se desentendido com o jovem ainda durante a passagem do bloco.
O suspeito, ainda não identificado, disparou quatro vezes à queima roupa contra o rapaz, que não teve chance de se defender. Um dos amigos também acabou baleado, mas não foi atingido em nenhum ponto vital.
O corpo de Felipe foi liberado na manhã deste domingo (17) do Instituto Médico Legal (IML), e será velado a partir das 19h, na Casa de Oração Arca da Promessa, localizada na Rua Dom Romualdo Coelho, no bairro . Já o sepultamento deve acontecer na manhã desta segunda-feira (18).
Em seu perfil no Facebook, amigos e familiares lamentaram a perda do jovem.
"EU não acredito que vc morreu. MEU Deus" (sic); "Cara 2016 começou muito mal" (sic); "Descanse em paz sei que vc era uma pessoa maravilhosa que deus conforte o coração de sua família" (sic) foram algumas das mensagens deixadas para Felipe.
SEM SEGURANÇA
Além da morte de Felipe, vários casos de assalto foram citados nas redes sociais. 
Uma advogada, que preferiu ter o nome preservado, relatou que sempre participa dos blocos de Carnaval no bairro. "Mas, ontem, não tinha organização nenhuma. Não víamos um policial sequer", disse, por telefone ao DOL.
Também por telefone, uma jornalista, que também não quis ter o nome revelado, teve o celular furtado. "Roubaram [furtaram] meu celular e eu nem senti. Não vi nada, por isso não houve tempo para tentar impedir", disse. "Minha amiga que nem tava comigo, mas viu minha publicação no Facebook, disse que tinha muito ladrão lá."
Outra cena da insegurança, compartilhada em várias redes sociais, foi a agressão sofrida por um jornalista esportivo, que usou as redes sociais para desabafar e tranquilizar familiares e amigos.
Segundo testemunhas, a vítima havia sido abordada por um grupo de pessoas que tentou roubar o cordão que ele usava.
INVESTIGAÇÃO
Em nota, a Polícia Civil informou que já iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte de Felipe Andryo Lima, 19, e que o inquérito sobre o homicídio foi instaurado na Seccional do Comércio.
Além disso, informou que também já está reunindo informações para elucidar o caso do jornalista ferido, por arma branca, após ter o cordão roubado.
O crime aconteceu no sábado, porém, somente no final da tarde de hoje, a vítima registrou Boletim de Ocorrência na Seccional de São Brás.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) ressalta que a Polícia Militar reforçou o policiamento ostensivo, neste final de semana, em bairros onde ocorrem programações de carnaval, como a Cidade Velha e o Guamá.
A Segup informa ainda que os blocos particulares devem ser os responsáveis pela segurança de seus integrantes e seguir as regras previstas pelo poder público.
(DOL

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