segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ministério Público investiga contaminação por lixo tóxico no PA

Ex-trabalhadores também foram contaminados pela presença do material. Laudo diz que há 30 mil toneladas de rejeitos industriais em Ulianópolis.
Do G1 PA
Moradores da cidade chegaram a utilizar barris contaminados para utilizá-los como depósito de armazenamento de água para consumo próprio. Um termo de ajustamento de conduta assinado entre o MP e a prefeitura do município substituiu os tambores por caixas  (Foto: Arquivo MPPA/ Divulgação)Moradores da cidade chegaram a utilizar barris
contaminados como depósito de armazenamento
de água para consumo próprio.
(Foto: Arquivo MPPA/ Divulgação)
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) se reúne às 10 horas desta sexta-feira (1º) com representantes de empresas suspeitas de manter um depósito irregular de lixo tóxico no município de Ulianópolis, no sudeste do estado. O encontro faz parte do inquérito civil instalado para apurar a situação.
A reunião é liderada pelo do Grupo de Atuação Especial para o Caso de Ulianópolis, criado para investigar a situação, e ocorre no auditório das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, na rua Ângelo Custódio, 85, em Ulianópolis.

Os promotores de Justiça que atuam no caso apuram as responsabilidades civil e criminal das empresas que efetuaram o lançamento ambiental inadequado de resíduos e rejeitos decorrentes de atividade industrial e comercial na área da antiga Companhia Brasileira de Bauxita (CBB) em Ulianópolis, que acabou representando um dos maiores problemas ambientais no Pará, segundo o MPPA."A reunião, objetiva discutir com os representantes das empresas envolvidas na questão, responsabilidades civis decorrentes do dano ambiental, visando a remediação da área", ressalta o promotor de Justiça José Godofredo Pires dos Santos.

Ainda de acordo com o Ministério Público do Pará, em 2016, o dono da CBB foi localizado e preso, em São Paulo, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Ele era procurado desde 2002 e foi preso por crime ambiental e estelionato, mas conseguiu habeas corpose foi solto.
Contaminação atingiu trabalhadores do local
Em março e 2001 uma empresa de consultoria identificou a presença de 3.949 toneladas de resíduos em estoque. No ano seguinte, um laudo do Instituto de Criminalística Renato Chaves constatou a existência de mais de 30 mil toneladas de rejeitos industriais.

Um ano depois a empresa é fechada por decisão judicial e os empresários desapareceram, mas  o solo do local estava contaminado e, em 2012, exames também atestam que uma quantidade de chumbo no organismo de ex-trabalhadores da empresa está acima das taxas normais, o que indica contaminação.
Desde então, diversas entidades públicas debatem providências e formas de como realizar a retirada do lixo tóxico de Ulianópolis.

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