quarta-feira, 31 de maio de 2017

Comissão de Segurança Pública do Legislativo prepara relatório sobre ação policial em Pau D'Arco


A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Pará está preparando um relatório sobre a ação policial na Fazenda Santa Lúcia, em Pau D'Arco, ocorrido no último dia 24. O presidente da Comissão, deputado estadual Coronel Neil, encabeçou comitiva que esteve no local do acontecimento a fim de garantir que as investigações ocorram de forma transparente e imparcial.
A diligência ocorreu durante toda a segunda-feira (30). Estiveram presentes, a convite do deputado estadual, o federal Delegado Éder Mauro; o deputado estadual Soldado Tércio; o Delegado Galende - representante do Sindicato de Policiais Civis; o Delegado Moraes, representante do Sindicato dos Delegados; o Cabo PM Mauro; e o vice presidente do Sindicato do Vigilantes, Alberto Pinheiro.
Nesta terça-feira (30), durante Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa, o deputado Coronel Neil destacou que apenas as investigações da polícia e do Ministério Público poderão esclarecer o que ocorreu naquela manhã, portanto, apontar culpados e condenar os policiais antes é, no mínimo, irresponsável. Ele também esclareceu pontos como a intenção dos policiais que participaram da missão e a suposta adulteração do local do acontecimento. “Nenhum policial sai de casa para matar outra pessoa. Ele sai para cumprir uma determinação judicial. A maioria dos policiais que participou do confronto em Pau D’Arco recebeu a missão minutos antes do ocorrido. Também não é possível afirmar que o local das mortes foi descaracterizado pelos policiais, visto que o fato ocorreu nas proximidades de Redenção e o Instituto Médico Legal (IML) fica em Marabá. Para se ter uma ideia, na capital do Estado, quando há troca de tiros, o policial espera aproximadamente quatro horas até que a perícia chegue. Quantos horas levariam até que o Instituto chegasse à Redenção? Em que estado estariam os corpos e como estariam os possíveis sobreviventes?”, questionou o parlamentar.
O deputado também afirmou que exigirá do Governo do Estado a recolocação de policias civis e militares em Redenção. Até agora 29 policiais foram afastados em decorrência das investigações. “A população está acuada e com medo. Entre os dias 3 e 10 de junho haverá um grande evento em Redenção e as pessoas estão com medo da cidade sem policiais. São oito policiais civis fora escala. Não vai ter mais ninguém para trabalhar em Redenção”, declarou.
 Após sua conclusão, o relatório produzido pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa será encaminhado ao Poder Executivo e autoridades envolvidas no caso para posterior divulgação pela imprensa.
Texto: Aycha Nunes
Coronel Neil

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