quarta-feira, 31 de maio de 2017

MPF faz vistoria e detecta problemas graves no Hospital Municipal de Soure, no Marajó

Visita fez parte da Itinerância Fluvial que vários órgãos promovem no arquipélago. A precariedade no Hospital Menino Deus coloca em risco moradores da região


Imagens e informações do relatório narram um cenário de grande precariedade

Mofo pelas paredes, climatização insuficiente, vidros quebrados, banheiros precários, equipamentos defeituosos: esse foi o cenário que o Ministério Público Federal (MPF) encontrou no Hospital Municipal Menino Deus, em Soure, em vistoria realizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão. A vistoria deu origem a um relatório (acesse aqui) que mostra a precariedade do atendimento aos moradores da região.

O Hospital Municipal é o único para atender a população de Soure e ainda recebe a demanda de outros municípios próximos e faz atendimentos básicos de urgência e emergência, assistência ao parto normal, cesarianas, histerectomias e outras cirurgias de menor complexidade. Em casos mais graves, os pacientes têm que ser removidos de balsa para Belém.

Em Soure existe apenas uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Quando há uma remoção de paciente para a capital, a cidade fica sem transporte para doentes. O Hospital Menino Deus conta com uma ambulância própria, mas está parada desde 2014, aguardando conserto.

O calor em quase todas as áreas do hospital é um dos principais problemas. As enfermarias para mães no pós-parto, para homens e para crianças não são climatizadas, nem a farmácia, o laboratório e a sala das enfermeiras. Até no centro cirúrgico a climatização é deficiente. Na sala de partos e na sala de cirurgias apenas um ar condicionado funciona, não sendo suficiente para manter os ambientes na temperatura adequada.

Há problemas ainda com equipamentos quebrados – como a única encubadora para prematuros ou a estufa para esterilização na área de emergências – e de carência de leitos – sobretudo na pediatria e para puérperas (mulheres no pós-parto). A vistoria feita pelo MPF integra a Itinerância Fluvial Marajó 2017, que reúne diversos órgãos públicos para atendimentos e fornecimento de serviços públicos aos cidadãos do arquipélago, onde são encontrados alguns dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.


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