quarta-feira, 19 de julho de 2017

AGRONEGÓCIO Valinhos sediará 1ª ExpoAgro e 11ª Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper com muitas novidades

Criadores de ovinos de todo o Brasil já estão apartando os melhores animais para competir nos julgamentos da 1ª ExpoAgro e 11ª Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper, que ocorre de 3 a 8 de outubro, em Valinhos, no interior de São Paulo. A expectativa é reunir, nos leilões e julgamentos, cerca de 800 animais oriundos de mais de 60 cabanhas de São Paulo, Bahia, Paraná, Minas Gerais, Alagoas, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal, entre outros estados.

Nascidas na África do Sul, essas duas raças conquistam adeptos ao redor do mundo pela capacidade em reduzir os custos de produção dos criadores e transferir qualidade gourmet à carne de cordeiro. São animais rústicos, precoces, férteis e que possuem rendimento de carcaça acima da média. Hoje, os brasileiros consomem cerca de 1 quilo de carne de cordeiro/habitante/ano, segundo estimativas do IBGE, volume que tende a crescer a partir de novos investimentos em genética, manejo e tecnologias na criação dos animais.

A coligação entre as duas exposições deve agitar o interior paulista.  Espera-se um público de 60 mil pessoas na cidade, que é conhecida como a Capital do Figo Roxo e agora também mostra vocação como celeiro nacional das raças Dorper e White Dorper. “Valinhos, ao sediar pela primeira vez um evento deste porte, reafirma sua importância na economia local e regional, projetando o nome da nossa cidade como um dos mais importantes locais onde as duas raças são criadas”, afirma o prefeito Orestes Previtale.

“A Capital do Figo Roxo amplia horizontes e conquista novos nichos de mercado ao sediar um dos mais importantes eventos nacionais. Com isso, abrimos novas oportunidades de eventos que incrementam a economia da cidade e ampliamos olhares de novas empresas e investidores”, complementa o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Valinhos, Wilton Borges.

Com uma programação atrativa e eclética, o evento contará com  workshops, balcões de negócios, premiação dos melhores indivíduos na exposição das raças Dorper e White Dorper, leilões de ovinos, shows sertanejos de artistas da região, espaço kids com minifazenda e roteiros de agroturismo, além de uma praça de alimentação estruturada, com food trucks, circuito gastronômico e cursos voltados a adultos e crianças, ministrados por 27 chefs consagrados na alta gastronomia. Essa última atração é coordenada pelas chefs Fabi Prado e Aritana Maroni, apresentadoras do programa “Sabor da Cultura”. Todos os pratos serão elaborados com cortes de ovinos meio-sangue Dorper ou White Dorper e cogumelos comestíveis, demonstrando os diferencias das duas raças no segmento prime. Receitas estas que serão compartilhadas com o público e demais interessados através de um livro que será lançado em setembro. Suas páginas trazem um breve histórico sobre os chefs participantes, além de receitas que prometem surpreender os mais exigentes paladares.

A promoção da 1ª ExpoAgro e 11º Exposição Nacional é da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Dorper e White Dorper (ABCDorper) e Monte Cogumelos, com apoio da Prefeitura Municipal de Valinhos. “Pensamos em uma programação que envolvesse toda família, com atividades para adultos e crianças, além de criar um ambiente favorável a bons negócios e à troca de experiências”, revela José Monteiro, proprietário da Monte Cogumelos, empresa especializada em fungicultura que abastece a alta gastronomia regional com quase uma tonelada/mês de cogumelos das variedades Shimeji Branco, Shimeji Cinza, Hiratake Ostra, Paris, Shitake e Hiratake Salmão.

“Dorper Gourmet”

“O Dorper e o White Dorper nasceram de cruzamentos entre raças sul-africanas e a inglesa Dorset Horn, culminando em animais adaptados aos mais de 40 microclimas existentes no Brasil. Eficientes na conversão alimentar, transferem características desejadas de carcaça e possuem qualidade de carne já reconhecida nacionalmente, colaborando para o aumento do consumo de carne ovina”, explica Daniel Cipolletta, veterinário e zootecnista da Cabanha Interlagos, também de Valinhos, e membro do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da ABCDorper.

Diferenciais esses que colaboraram para resolver um dos principais gargalos na alta gastronomia: a falta de cortes cárneos padronizados e de qualidade superior. Boa parte da carne de cordeiro consumida no País é importada do Uruguai e tem a região Sudeste como principal destino. Entretanto, a preferência atual é pelo “cordeiro prime”, abatido ainda jovem e com alto rendimento, distribuição de gordura na carcaça e cortes padronizados.

Nacional do Dorper

Segundo Regina Valle, Diretora Executiva da ABC Dorper, a Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper é um dos eventos mais aguardados no calendário da ovinocultura nacional, por reunir duas das raças com maior ascensão no mercado. Ocorre em caráter itinerante, tendo sido realizada em diversas cidades e estados: a última edição ocorreu em Salvador, que já recebeu quatro edições do evento. E assim como na capital baiana, Valinhos disponibilizará ótima logística, sendo próxima do aeroporto e das principais rodovias do Estado de São Paulo, lembrando um pouco a extinta Feinco (Feira Internacional de Caprinos e Ovinos). “Estamos trabalhando para fazer um evento condizente com o crescimento do Dorper e do White Dorper no Brasil”, promete a diretora executiva da ABC Dorper.



E o responsável por avaliar essa grande quantidade de animais será o jurado Philip Strauss, da Namíbia. Vizinha a Botsuana, na África Austral, o país apresenta animais com boa conformação e pelagem bonita mesmo sob as inóspitas condições semidesérticas.

Desta exposição, sairão os grandes campeões nacionais que ajudarão a aquecer o mercado de genética ovina no decorrer do ano. Estão programados três remates até o momento, agendados para os dias 5, 6 e 7 de outubro. Há apenas 17 anos no Brasil, as raças de origem sul-africana Dorper e White Dorper já alcançaram um plantel de 160 mil animais registrados e anotam 100% de liquidez nas vendas de centenas de leilões promovidos e vendas diretas. “A ovinocultura está numa crescente em relação ao consumo, investidores e rebanho. Há grande procura por material genético de qualidade, especialmente das raças Dorper e do White Dorper, que estão ramificadas em quase todo o território nacional”, conclui Cipolletta.

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